Ljubljana pelo arquitecto Jože Plečnik

(Foto de capa: As Três Pontes ao centro, com a estrutura do Mercado logo à esquerda e a Ponte dos Sapateiros – 2ª a contar das Três Pontes. Foto: http://pension-zaplata.com)

O arquitecto esloveno Jože Plečnik (1872 – 1957), cuja carreira teve lugar em Viena, Praga e, acima de tudo, na Eslovénia marcou a arquitectura eslovena da primeira metade do séc. XX. A maioria das suas obras estão incluídas hoje nas listas de Património Nacional e são consideradas monumentos protegidos.

O trabalho de Plečnik foi redescoberto na Europa e no resto do mundo nos anos 80, graças a uma apresentação feita no Centro Georges Pompidou em Paris, em 1986. O interesse continuou a crescer ao longo da última década do século XX.

Os especialistas declararam que o seu trabalho continha grandes níveis de inovação e originalidade no uso de elementos históricos, regionais e locais, que ele combinou para criar composições completamente novas.

A cidade de Ljubljana construída no período entre guerras tem a sua assinatura inegável e o seu estilo tem inspirado o trabalho de muitos arquitectos e designers contemporâneos que o vêem como um precursor da arquitectura pós-moderna.

Na Eslovénia, Plečnik dedicou-se principalmente a trabalhar na sua cidade natal, a capital do país, e nela deixou a sua maior coleção de obras-primas, com o desejo de transformar a cidade numa “Atenas moderna”. Tendo em conta o grande número de trabalhos que realizou e a sua alta qualidade e variedade, Jože Plečnik deve ser considerado um dos mais importantes arquitectos do século XX, se não o mais importante e talvez último artista verdadeiramente universal.

Há cinco obras essenciais de Plečnik em Ljubljana, cinco visitas para ajudar a compreender o carisma e encanto da capital e a importância criativa do arquitecto na sua história:

 

· Cemitério de Žale (Pokopalisce Žale)

Lugar em que o arquiteto foi sepultado, o cemitério foi, na verdade, um trabalho encomendado de extensão em relação ao local inaugurado vinte anos antes. Plečnik teve a ideia das salas velatórias, a partir das quais o cemitério mais tarde tomou o nome. A entrada através do arco do triunfo com colunas em dois andares separa simbolicamente o território dos mortos do dos vivos. Através da mistura de construções, desde antigas a bizantinas e orientais, o arquitecto enfatiza a ideia da igualdade religiosa.

Cemitério de Zale. Foto cortesia do TripAdvisor

 

· Três Pontes (Tromostovje)

A construção central existia desde 1842, substituindo a velha ponte de madeira medieval que ligava o noroeste da Europa com os Balcãs. O arquitecto acrescentou duas pontes de companhia em 1931, com o objetivo de conceder ares venezianos à construção.

As Três Pontes. Foto: http://pension-zaplata.com

· Mercado Central (Glavna tržnica)

Em 1940, o arquitecto criou ao lado do rio um mercado renascentista coberto com dois níveis, que refletia na água as suas galerias de colunas e janelas semicirculares. Inspirado pela arte grega, o mercado não esqueceu a sua função inicial e adaptou o seu interior às necessidades das bancas. Com o tempo, as Três Pontes foram conectadas com esta construção, para a qual Plečnik desenhou uma florista com ares de templo antigo que uniu ambas as obras.

Vista interior do mercado. Foto: govori.se

Fachada do mercado de Ljubljana. Foto: Into the Balkans

· Ponte dos Sapateiros (Čevlajrski Most)

Como em Florença, na Idade Média, o grupo de talhantes foi despojado da sua própria ponte e facilitou-se a chegada de artesãos e sapateiros, que lhe deram o nome. Com o tempo, Plečnik eliminou as bancas e criou uma decoração baseada em postes de luz, um elemento que se repete constantemente nas suas obras. Uma fileira de pilares e colunas de diferentes tamanhos dá à ponte sua imagem atual. A partir daí, o arquitecto condicionou as margens do rio e transformou-as em ponto de encontro e passeio.

Ponte dos Sapateiros em Ljubljana. Foto: Into the Balkans

· Biblioteca Nacional e Universitária (Narodna in Univerzitetna Knjiznica)

Considerada a sua obra-prima e uma excelente representação do seu estilo, a Biblioteca Nacional deve a sua forma completa ao arquitecto, que trabalhou nela entre 1936 e 1941.

A fachada combina pedra e tijolo como muitos palácios italianos, enquanto grandes janelas iluminam um interior que contém numerosos manuscritos medievais, incunábulos e gravuras renascentistas. Destaca-se a imponente escadaria central preta, com 32 colunas de mármore de Podpeč que direciona o visitante para a sala de leitura ao fundo.

Biblioteca Nacional e Universitária de Ljubljana. Foto: smileytraveler.com

Além de Ljubljana, todo o país tem exemplos da subtileza artística do arquitecto.

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In: http://www.expreso.info/noticias/internacional/54862_eslovenia_segun_joze_plecnik

Tradução: Into the Balkans

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