48 horas na ilha de Korčula, a escapada imprescindível desde Dubrovnik

Junto a algumas pitorescas aldeias do litoral da Baixa Dalmácia, a ilha de Korčula é, há anos, um reclame turístico em crescendo. A sua história, praias finas ou pequenas e escondidas, os seus bosques… e o seu vinho(!) são razões suficientes para passar um fim-de-semana… ou umas férias a sério.

 

PRIMEIRO DIA

Para descobrir Korčula (lê-se Kortxula), normalmente começa-se por Dubrovnik, que é a porta de entrada para quem chega de avião para a região da Baixa Dalmácia croata. A partir de Dubrovnik é fácil planificar as excursões a esta ilha e à península de Peljesac. De Dubrovink há saídas organizadas de um dia, mas também há a opção de alugar um carro e conduzir pelo litoral da Baixa Dalmácia até Orebic (aproximadamente 100 quilómetros), e ali tomar o ferry da empresa Jadrolinija (jadrolinija.hr) para cruzar o estreito. Korčula é apenas a um quilómetro da costa. Se escolher a opção do carro terá a vantagem de ver a fabulosa paisagem e poder parar nalguma das aldeias onde veraneiam os locais, algumas delas encantadoras, como Slano ou Trsteno.

Entrada na zona antiga de Korčula pela Torre de Revelin / © Pedro Grifol

 

À zona antiga de Korčula acede-se pela porta da torre Revelin, uma escadaria substitui a ponte levadiça de madeira, que a dota de maior excelência. O seu fascinante traçado urbano, em forma de espinha, foi sabiamente pensado para preservar a segurança dos seus habitantes. O Museu do Ícone ou a Catedral de São Marcos são visitas recomendadas, mas se não tiver muito tempo não se esqueça de tirar uma fotografia às figuras nuas de Adão e Eva do pórtico, à sereia de dois rabos e ao elefante da cornija.

Rua da zona antiga de Korčula / © Pedro Grifol

 

Em Korčula há que guardar tempo para comer… e beber! Os amantes de bons vinhos encontrarão nesta ilha os melhores brancos da Croácia, elaborados com as castas posip e grk, que apenas se cultivam neste lugar. Por outro lado, a longa influência italiana, que remonta aos tempos medievais, faz-se sentir em pratos como os makaruni zmovo (com camarões ou carne), servidos no Bistro Marco’s (Cvjetno naselje, 23)… A não perder, porque já que a pasta é homemade.

Makaruni Zmovo, um prato típico de Korčula, lugar que foi muito influenciado pela cozinha italiana desde os tempos medievais / © Pedro Grifol

 

Para além de reservar tempo para a gastronoma, em Korčula também há que dedicar tempo para conhecer os seus encantos naturais e percorrer as suas excelentes trilhas (ver mapas e guias no posto de turismo). A frondosa ilha está cheia de pequenas praias, e recantos secretos…mas toda a gente visita a casa de Marco Polo. Apesar de que tanto Veneza como Korčula reclamam o nascimento do famoso navegante, na ilha dão-se algumas casualidades que fazem acreditar que realmente foi lá que nasceu Marco Polo. Em toda a ilha é fácil encontrar habitantes de apelido Polo, coisa que, contrariamente, não acontece em Veneza. Além disso Korčula foi parte da República de Veneza na época em que Marco Polo nasceu, e sabe-se também que Génova derrotou Veneza na batalha de Curzola em 1298. Naquela batalha Marco Polo capitaneava uma nave veneziana. Posteriormente foi encarcerado em Génova, onde se sabe que na sua cela escreveu o Livro das Maravilhas do Mundo. “Apenas contei metade do que vi!”, expressou Marco Polo no seu leito de morte.

A casa de Marco Polo em Korčula / © Pedro Grifol

 

A meio caminho – equidistante 50 km entre Korčula e Dubrovnik   encontra-se uma pequena aldeia famosa pelas suas ostras: Ston. O cultivo destes apreciados moluscos é a atividade da maioria do seus habitates e o seu intenso sabor é reconhecido (e premiado). Vale a pena parar para degustar este manjar. O lugar é minusculo, mas os seus restaurantes são grandes e generosos.

 

SEGUNDO DIA

Não é má ideia dormir em Ston, depois de um repasto destes. E, de manhã, visitar as suas famosas salinas (solanston.hr) e dar um passeio pela sua muralha, que se diz ser o maior sistema defensivo do mundo depois da Muralha da China. Por isso é conhecida pela alcunha de “a muralha chinesa europeia”. Tem forma de pentágono e terminou de ser contruída no século XV. É a segunda mais longa da Europa, apenas superada pela Muralha de Adriano (entre Escócia e Inglaterra).

Muralha pedonal de Ston, da qual se dz ser o maior sistema defensivo do mundo depois da Muralha da China / © Pedro Grifol

 

O percurso pela muralha conduz-nos até Mali Ston, outra minúscula aldeia que ainda tem casas do século XV, e onde se encontram os viveiros de ostras.

Em Mali Ston, uma pequena aldeia, poderá desfrutar de umas excelentes ostras / © Pedro Grifol

 

Contacte-nos para organizarmos o seu passeio a Korčula ou para outras opções de meio-dia, 1 dia ou 2 dias a partir de Dubrovnik.

 

 

 

Adaptado de: https://www.hola.com/viajes/20180403122334/48-horas-korcula-escapada-imprescindible-desde-dubrovnik-croacia/

Fotos: https://www.hola.com/viajes/20180403122334/48-horas-korcula-escapada-imprescindible-desde-dubrovnik-croacia/©  Pedro Grifol

Tradução: Into the Balkans

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