38º aniversário da morte do Marechal Tito, o antigo Presidente da Jugoslávia

No dia 4 de Maio celebrou-se o 38º aniversário da morte do Marechal Josip Broz Tito que foi uma figura incontornável na segunda metade do século XX, não só no seu país mas também a nível europeu e mundial. A sua vida e história são apaixonantes e confundem-se com o ressurgir do país após a Segunda Guerra Mundial.

Aparecimento e ganho de influência

Tito nasceu em 1890 no Império Austro-Húngaro (hoje no território da Croácia) e ganhou notoriedade durante a II Guerra Mundial quando liderou a guerrilha de resistência jugoslava (os chamados Partisans, de inspiração comunista por oposição ao nazismo) contra a ocupação nazi. Aí começou a ser respeitado interna e externamente pela forma como foi conseguindo libertar territórios da ocupação alemã, apenas obtendo ajuda dos Aliados no final da guerra.

Quando a guerra terminou Tito foi o primeiro-ministro da Jugoslávia entre 1945 e 1953, quando se tornou Presidente até à sua morte em 1980, seguindo um sistema socialista como os outros países da Europa de Leste.

Guerra Fria e Criação do Movimento dos Não Alinhados

Ao ser um líder de convicções socialistas/comunistas a Jugoslávia inicialmente seguiu as direcções da URSS, uma das potências mundiais saídas da Segunda Guerra Mundial. No entanto, logo em 1948 o Marechal Tito decidiu seguir uma via própria, que lhe permitisse dirigir a economia do país de forma autónoma. Esta tomada de posição de força, única entre os líderes de países de leste, fez com que a Jugoslávia fosse expulsa de todos os organismos internacionais de estados socialistas.

Assim, apesar de ser um país socialista, a Jugoslávia teve uma aproximação aos Estados Unidos da América e passou a estar, até ao seu desmembramento em 1991, numa posição de independência mas de boas relações diplomáticas com ambos os blocos. Ainda assim foi um movimento arriscado em plena Guerra Fria, que fez com que a Jugoslávia tivesse uma posição delicada no xadrez geo-político internacional e que sempre temesse a eventualidade de uma agressão externa vinda de qualquer dos lados. É desta situação que resulta a criação do Movimento dos Países Não Alinhados em 1961, ou seja, um grupo inicial de 25 países e que cresceria ao longo do tempo, sobretudo do Terceiro Mundo, declara a sua neutralidade face aos 2 grande blocos de influência mundial. Tito foi o primeiro secretário-geral do movimento que teve a sua conferência inaugural precisamente em Belgrado, então capital da Jugoslávia.

Sucesso interno e externo

Internamente o Marechal Tito era idolatrado pelos seus conterrâneos que viam nele o “salvador da pátria” e o aglutinador. Depois de resgatar o país da invasão nazi, o presidente da Jugoslávia conseguiu juntar os jugoslavos em torno de um objectivo comum, o da construção de um país novo, moderno e com boa qualidade de vida, onde a educação e saúde eram gratuitas e as famílias vivam com certa estabilidade financeira. Este era um país onde habitavam diferentes povos, com diferentes religiões, idiomas e até alfabetos mas onde as imensas diferenças se esbatiam. Um dos grandes feitos que lhe são atribuídos é precisamente o de manter e fortalecer a unidade nacional, embora por vezes de forma autoritária e repressiva.

Devido à posição neutra do país o líder gozava de um forte reconhecimento internacional, relacionando-se diplomaticamente com líderes de todos os quadrantes políticos e regiões do mundo. Tito era uma estrela internacional. Os cidadãos jugoslavos podiam viajar livremente por todo o Bloco Ocidental, capitalista, algo impensável para os cidadãos dos demais países socialistas. Era a vitória do Passaporte Vermelho, como era apelidado o passaporte jugoslavo. Foi também o primeiro país socialista a abolir a necessidade de visto para todos os turistas estrangeiros.

Morte e desmembramento do país

Esse enorme sucesso e respeito que a comunidade internacional tinha pela Jugoslávia e sobretudo pelo homem forte do regime ficaram comprovadas no seu funeral, em 1980, o maior de chefes-de-estado de toda a História, baseando-se no número de delegações estrangeiras presentes.

Após a sua morte perdeu-se, no país, aquela figura paternal que mantinha unida essa imensa variedade de gentes que compunha o país. As diversas nações começaram a procurar maior autonomia, afastando-se da noção do bem comum, jugoslavo, em detrimento dos interesses próprios (eslovenos, croatas, sérvios, albaneses, etc). A queda do Muro de Berlim e consequente fim dos regimes socialistas (1989) fez com que o Partido Comunista perdesse o monopólio político, dando ao país ainda mais factores desestabilizadores que acabaram por despoletar as guerras civis dos anos 90 e consequente desmembramento do país em vários estados: Eslovénia, Croácia, Sérvia, Bósnia-Herzegovina, Montenegro e Macedónia.

Tito foi enterrado em Belgrado, num pequeno mausoléu chamado Casa das Flores que pode ser visitado como parte da visita ao Museu da Jugoslávia e onde, ainda hoje em dia, muitos saudosistas dos tempos áureo da Jugoslávia lhe prestam homenagem. O carisma de Tito continua bem vivo na memória comum dos habitantes destes países e o seu legado enquanto estadista é incontornável.

Para perceber melhor o que foi a Jugoslávia de Tito, visitar Belgrado (a capital do país) e até o local onde foi sepultado aconselhamos o Tour Aventura Balcãs 2018 que tem data de saída em 28 de Julho de 2018. Mais informações aqui e no facebook da Into the Balkans.

 

Foto: https://www.behance.net/gallery/38264817/Postcards-From-Yugoslavia

Fonte: Wikipedia.org

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